Review: Old Eight – O Clássico Nacional é Bom ou Só Barato?

⭐ Review: Old Eight

🇧🇷 O Rei do Boteco Brasileiro

Bem-vindo ao EscolhaWhisky! Eu sou Bruno Cavalcanti e hoje vamos descer do salto alto e falar da realidade de muitos brasileiros. Vamos falar do Old Eight.

Lançado em 1965, ele carrega o título de ser um whisky “nacional com alma escocesa. Você provavelmente já viu essa garrafa em festas de família, na prateleira do mercado de bairro ou sendo servido com gelo de coco na praia.

Mas a pergunta que não quer calar é: Dá para beber? Ele é ruim ou é apenas incompreendido? Eu comprei uma garrafa (por menos de 50 reais!) e fiz o teste para te contar a verdade nua e crua.

Preço Atual (Campeão da economia):

1. O Que é o Old Eight? (A Verdade sobre os 8 Anos)

Balança de precisão: um lado com o malte 8 Anos (importado) e o outro com o álcool de cereais (nacional), ilustrando a composição do blend.

Aqui existe muita confusão. O nome “Old Eight” (Velho Oito) sugere um whisky de 8 anos, certo? Mais ou menos.

O Old Eight não é um Scotch Whisky (feito 100% na Escócia). Ele é um Whisky Nacional (produzido/engarrafado no Brasil pelo Campari Group).

Categoria Whisky Nacional (Blend de Maltes e Destilado de Cereais)
Composição Maltes Escoceses envelhecidos + Álcool de Cereais Nacional
Idade do Malte O malte importado tem 8 Anos. O álcool de cereais não.
Teor Alcoólico 39% ABV (Padrão Brasil)
Preço Médio R$ 40,00 – R$ 60,00

O Segredo: A “alma” dele é importada. Ele usa malte envelhecido trazido da Escócia, que é misturado aqui com destilado de cana ou cereais (neutro) para dar volume e baratear.

2. A Degustação: O Teste do Bruno

Para ser justo, avaliei o Old Eight dentro da categoria dele (whiskys de entrada/nacionais). Não dá para comparar com um Black Label.

👃 No Nariz (Aroma)

O primeiro impacto é alcoólico (cheiro de álcool de cereais). Mas, se você esperar um pouco, aparecem notas de caramelo, baunilha artificial e um toque de madeira úmida. Tem um fundo de grãos que lembra cereal matinal.

👅 Na Boca (Paladar)

Ele é ralo (pouco corpo). O sabor é predominantemente doce (caramelo). Logo em seguida, vem um amargor de madeira e um toque metálico do álcool jovem. Ele “queima” um pouco a língua, mas tem um sabor de whisky inegável, graças ao malte escocês na fórmula.

⏳ Finalização

Curta e seca. Deixa um gosto de madeira e adoçante na boca.

Veredito do Bruno: Puro, ele é difícil. É agressivo. Mas ele tem gosto de whisky, não de vodka com essência. Ele é honesto pelo que cobra.

3. Como Beber? (A Salvação)

Um copo Highball cheio de gelo e água de coco, com a garrafa Old Eight ao fundo, representando a salvação para a degustação.

Se puro ele sofre, misturado ele trabalha bem. O Old Eight foi feito para ser misturado.

Com Gelo e Água de Coco

Nota: 4.5/5. A combinação brasileira clássica. A água de coco esconde o amargor metálico e ressalta o doce do malte. Fica descendo redondo e refrescante.

Com Energético

Nota: 4/5. O sabor forte do Old Eight consegue aparecer no meio do açúcar do energético. É uma opção barata e eficiente para festas.

No Coquetel “Cowboy Brasileiro”

Misture Old Eight, gelo, um pouco de mel e limão. O limão corta a aspereza do álcool. Fica surpreendentemente bom.

Acessório essencial para não errar a mão:

4. Old Eight vs. A Concorrência

Três garrafas (Natu, Old Eight e Passport) lado a lado, representando a concorrência na faixa de preço mais baixa do mercado.

A briga na prateleira de baixo é feia. Qual levar?

Whisky Perfil Veredito
Old Eight Amadeirado, Seco, Clássico. Melhor para quem gosta de gosto de whisky tradicional.
Natu Nobilis Doce, Baunilha, Suave. Melhor para quem prefere bebidas mais doces/leves.
Teacher’s (Importado) Defumado, Forte, Malte. Superior em qualidade, mas custa R$ 20 a R$ 30 a mais.
Passport (Importado) Frutado, Metálico. Empate técnico, mas o Passport tem o status de “engarrafado na Escócia”.

Minha opinião: Entre os nacionais, o Old Eight é o mais “sério”. O Natu é mais “doce”. Se puder gastar um pouquinho mais, vá de Teacher’s ou Passport.

Compare os preços do rival:

5. Prós e Contras

✅ Pontos Fortes:

  • Preço: É muito barato. Acessível para qualquer bolso.
  • Tradição: É uma marca confiável, não é um “whisky fundo de quintal”.
  • Mixabilidade: Funciona bem com gelo de coco.

❌ Pontos Fracos:

  • Agressividade: O álcool de cereais nacional é perceptível e queima.
  • Ressaca: Exige cuidado. Beba muita água junto.

6. Veredito Final: O Guerreiro do Churrasco

O Old Eight é um sobrevivente. Ele cumpre uma função social importante: permitir que se beba whisky no Brasil sem gastar muito.

Não compre esperando um Single Malt. Compre sabendo que é uma bebida para misturar, para rir com os amigos e para fazer aquele “copão” gelado no fim de semana. Para isso, ele é nota 10.

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💬 Perguntas Frequentes: Old Eight (FAQ)

1. O Old Eight é brasileiro?

Sim. É produzido e engarrafado no Brasil, mas utiliza uma porcentagem de malte importado da Escócia em sua fórmula.

2. É melhor que Natu Nobilis?

São muito parecidos. O Old Eight tende a ser mais seco e amadeirado. O Natu é mais doce e abaunilhado.

3. Tem 8 anos?

Os maltes usados na mistura têm 8 anos. Mas o restante do líquido (cereal) é jovem. Não é um whisky “8 anos puro.

4. Old Eight dá dor de cabeça?

Pode dar. Como todo whisky de entrada com base de cereais, tem mais impurezas. A hidratação é fundamental.

5. Como beber?

Com muito gelo (On The Rocks) ou misturado com água de coco. Puro é apenas para os fortes.

6. Quem fabrica?

O Grupo Campari (Campari do Brasil), uma multinacional respeitada.

 

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